STF arquiva inquérito contra Bolsonaro por falas sobre Preta Gil

STF arquiva inquérito contra Bolsonaro por falas sobre Preta Gil
Foto: Divulgação
O Supremo Tribunal Federal (STF) arquivou o inquérito aberto contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) por causa de declarações supostamente racistas contra a cantora Preta Gil. O caso ocorreu em 2011 quando, questionado pela artista sobre o que faria caso o filho namorasse uma negra, o parlamentar respondeu que não discutiria “promiscuidade”. Mas para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não havia elementos que comprovassem que a resposta teve qualquer conotação racial ou que tivesse relação com a pergunta feita, já que a emissora não disponibilizou as imagens na íntegra. “Com efeito, e não se pode negar, o termo utilizado ‘promiscuidade’ não tem a ver com qualquer expressão que remeta à etnia ou raça, mas sim atinente a questões sexuais, sobre que também é notório o posicionamento do parlamentar”, completou Janot. O ministro do STF, Luís Roberto Barroso, seguiu o parecer da PGR e determinou o arquivamento na última segunda-feira (25). Em sua decisão, Barroso também considerou a imunidade parlamentar de Bolsonaro, que o protege civil e penalmente por suas opiniões, palavras e votos. O ministro ponderou que opiniões desvinculadas da atividade parlamentar podem, em tese, levar a punições, mas registrou que no programa Bolsonaro foi entrevistado na condição de deputado federal. Em março de 2011, durante o programa CQC, da TV Bandeirantes, Preta questionou: "Se seu filho se apaixonasse por uma negra, o que você faria?" Bolsonaro respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco, e meus filhos foram muito bem educados e não viveram em um ambiente como, lamentavelmente, é o teu”. À época,o parlamentar defendeu que não tinha entendido a pergunta.

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