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A nova denúncia da Operação Lava Jato que pegou o ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva atingiu também seu advogado e compadre Roberto
Teixeira. O petista, seu defensor e mais seis investigados se tornaram
réus nesta segunda-feira, 19, em ação penal sob tutela do juiz federal
Sérgio Moro. Roberto Teixeira é acusado pela Procuradoria da República,
no Paraná, por lavagem de dinheiro. A mesma imputação e corrupção são
imputadas a Lula. Segundo Moro, há indícios de que o compadre de Lula
"participou, conscientemente, da aquisição em nome de pessoas
interpostas de dois imóveis para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da
Silva". Na decisão que colocou os oito acusados no banco dos réus, o
magistrado afirmou que "a condição de advogado de Roberto Teixeira não o
imuniza contra a imputação". "Não ignora este Juízo a necessidade de se
proteger juridicamente a relação entre cliente e advogado, mas não há
imunidade desta relação, conforme jurisprudência consolidada nos
tribunais pátrios, bem como assim se procede no Direito Comparado,
quando o próprio advogado se envolve em ilícitos criminais, ainda que a
título de assessoramento de seu cliente, havendo fundada suspeita no
presente caso em relação às condutas de Roberto Teixeira", observou o
juiz da Lava Jato. Moro anotou que "a proteção jurídica restringe-se à
relação entre advogado e cliente que seja pertinente à assistência
jurídica lícita, não abrangendo a prática de atividades criminosas".
"Nessa última hipótese, o advogado não age como tal, ou seja, não age em
defesa de seu cliente ou para prestar-lhe assistência jurídica, mas sim
como associado ao crime", afirmou. Lula é alvo de cinco denúncias: duas
da Lava Jato, no Paraná, uma na Operação Zelotes, uma na Operação Janus
e uma no âmbito da Lava Jato, em Brasília.





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