O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai investigar o desembargador Ivan
Sartori, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), pela conduta no
julgamento de recurso sobre o massacre do Carandiru. No julgamento de 74
policiais militares acusados, no dia 27 de setembro, Ivan votou para
que os suspeitos fossem inocentados por não haver provas de quem atirou
contra os 111 detentos assassinados. "Não houve massacre. Houve sim uma
contenção necessária à imposição da ordem e da disciplina", justificou o
desembargador. Sartori se envolveu ainda em outra polêmica. Após as
notícias sobre o julgamento terem repercussão negativa, o magistrado
sugeriu em seu perfil no Facebook que parte da imprensa poderia ser
financiada pelo crime organizado. Mais de 60 juristas, jornalistas e
organizações não-governamentais (ONGs) enviaram reclamações
disciplinares ao CNJ para pedir o afastamento do desembargador e
apuração de abusos, quebra de decoro, falta de isonomia e imparcialidade
na condução do caso. Segundo o G1, o ministro João Otávio de Noronha,
corregedor nacional de Justiça, negou o pedido de afastamento em
liminar, mas determinou a abertura de investigações “a fim de se aferir
eventual violação dos deveres funcionais” por parte de Sartori. O
desembargador tem 15 dias para se manifestar.
CNJ decide investigar desembargador que inocentou PMs do Carandiru
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
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