Três pessoas foram presas em Salvador
durante a operação "Walking Dead II" deflagrada pela Polícia Federal
(PF) e o Ministério da Previdência Social nesta terça-feira, 4. Os
detidos são acusados de fraudar benefícios previdenciários.
De
acordo com o delegado federal Enzo Rebelo, o trio, que não teve o nome
revelado, apresentava documentos falsos (certidões de óbito, certidões
de casamento e carteiras de trabalho com vínculos empregatícios, entre
outros) ao INSS para obter benefícios como pensão por morte e
aposentadoria por idade. Eles utilizavam documentos próprios e de
terceiros.
O trio recebia metade do benefício e a outra metade
ficava com o fraudador todo mês. A PF estima que eles recebiam
pagamentos mensais com valores superiores a R$ 5.000, além de valores
retroativos de instituições bancárias, gerados pela suposta existência
de filhos menores de idade, que não existiam.
Os investigados vão
responder pelos crimes de estelionato qualificado, falsificação de
documentos públicos e associação criminosa. Somadas, as penas podem
chegar a até 16 anos de prisão.
Interior
Interior
Durante
a ação, os policiais federais também apreenderam dois veículos e 130
cabeças de gado. Os animais permanecem na fazenda, em Ourolândia, no
interior da Bahia. De acordo com o delegado Enzo Rebelo, uma pessoa foi
nomeada depositária dos gados e terá que prestar contas à Justiça.
A
operação também acontece em Jacobina, no norte da Bahia. Esta é a
segunda etapa da ação, que já cumpriu seis mandados de prisão em
dezembro de 2014. O Ministério da Previdência Social estima os crimes já
causaram um prejuízo aos cofres do INSS de aproximadamente R$
1.688.000. A Tarde - Foto: Divulgação





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