Foto: Reprodução / Tv Bandeirantes
O
programa “Mais Médicos” do ministério da Saúde teria sido elaborado com
objetivo inicial de favorecer economicamente o governo cubano. A
denúncia, que envolve uma das principais bandeiras da presidente Dilma Rousseff (PT)
como resposta às manifestações de rua em junho de 2013, foi apresentada
nesta quarta-feira (18) pela TV Bandeirantes, no Jornal da Band. Uma
gravação obtida por um jornalista da emissora revela assessores
ministeriais numa reunião para a formatação jurídica do documento que
formalizaria a criação do programa, há dois anos. Durante a reunião, os
assessores demonstram preocupação em ocultar que haveria reserva da
maior parte do orçamento destinado ao programa para profissionais
cubanos contratados por meio da Organização Panamericana de Saúde
(Opas). “Eu acho que não pode ter o nome governo de Cuba porque senão
vai mostrar que nós estamos driblando uma relação bilateral”, explicou a
então assessora Maria Alice Barbosa Fortunato na gravação revelada pela
emissora. Segundo a reportagem, para mascarar o acordo com Cuba, a
representante da Opas teria proposto que o “Mais Médicos” simulasse uma
abertura para profissionais de outros países, destinando apenas 0,13%
dos recursos alocados no primeiro ano do programa. Em outro trecho da
gravação, os assessores discutem os salários que seriam pagos aos
profissionais cubanos, dos quais 60% iriam para o governo de Cuba e 40%
para os médicos. “A relação é do governo deles, eles que decidem. Não é a
gente que vai interferir nisso”, opinou a representante da Opas durante
a reunião. Ainda segundo a emissora, o Tribunal de Contas da União
(TCU) aponta falta de transparência na relação que envolve os governos
brasileiro e cubano no programa Mais Médicos.





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