terça-feira, 1 de julho de 2014
Foto: Evilásio Júnior / Bahia Notícias
Candidato
ao Senado pela chapa oposicionista baiana, encabeçada por Paulo Souto
(DEM), o ex-ministro do governo Lula (PT), Geddel Vieira Lima (PMDB),
“desceu o sarrafo” na presidente Dilma Rousseff (PT), durante entrevista
ao programa Acorda Pra Vida, da Rede Tudo FM 102,5, e avaliou que a
chefe do Executivo nacional não tem vocação para diplomacia, ao
justificar a migração para o lado contrário. “Percebemos que grandes
conquistas do governo Lula estão se perdendo. Isso é do estilo da
presidente: concentradora, autoritária e de difícil forma de entender as
diferentes correntes. A presidente não tem vocação para isso. É uma
sensação de basta. Já deu”, avaliou. Geddel foi vice-presidente de
Pessoa Jurídica da Caixa, no governo atual, mas isso não lhe causa
constrangimento, mesmo com o apoio do PMDB nacional à reeleição de Dilma
que tem Michel Temer (PMDB) como postulante a vice. “A minha posição
era claríssima e foi comunicada. Não me causa constrangimento apoiar a
chapa de Aécio na esfera nacional e não a aliança de Michel Temer com
Dilma”, justificou. No cenário baiano, Vieira Lima preferiu não entrar
no mérito da discussão sobre a quantidade de companheiros na convenção
que homologou Rui Costa (PT), candidato a governador, após a polêmica de
que o número anunciado pelo PT, de acordo com parte da oposição, seria
de militantes pagos. “Isso para mim é conversa para boi dormir. Eu fiz
uma convenção em 2010, no Whet’n Wild, e disseram que tinha um número
parecido e não ganhei a eleição”, comparou. Ainda no cenário local, o
peemedebista voltou a criticar a publicidade do governo. “A propaganda
não é verdadeira. Tentam iludir as pessoas. Faz uma propaganda casada na
outra, propaganda para ‘musiquinha’, com o nosso dinheiro. Esse é o
debate que devemos estabelecer com a sociedade. (...) A Bahia teve
perdas... Tem muita propaganda e o fato é irreversível. O governo faz
propaganda dos viadutos do aeroporto, construídos no primeiro ano de
gestão com recursos da Infraero...”, criticou. Sobre o apoio ao DEM,
Geddel assinalou que Souto não tem o direito de errar. “Fiz um
enfrentamento correndo todos os riscos. E achamos que Paulo Souto, hoje,
pode olhar para trás, ver erros que pode ter cometido. Ele não tem o
direito de errar e está preparado para enfrentar gerencialmente os
problemas que estão aí”, apostou.
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