Para compreender o imbróglio, deve-se
entender o que ocorreu na eleição de 2010. A época, o então candidato a
deputado estadual da coligação PSB/PSL, Wank Medrado, recebeu 12 mil
votos, mas a pedido do Ministério Público teve a candidatura impugnada e
os seus votos não foram computados pela Justiça Eleitoral. A coligação,
no entanto, questionou junto ao TSE e entrou com mandado de segurança
para que os votos de Wank fossem contabilizados, o que beneficiou Tadeu
pelo cálculo de coeficiente eleitoral o reelegendo deputado estadual.
Voltando
para 2014. O TSE, tendo como relatora a ministra Luciana Lóssio,
publicou nesta sexta-feira (27), a decisão de rejeitar os votos de Wank,
que também retira os votos da coligação e aborta a reeleição de Tadeu, o
tirando da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) às vésperas da
campanha. Como o deputado estadual João Bonfim (PDT) está prestes a
renunciar para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do
Estado (TCE), Carlos Brasileiro (PT) – primeiro suplente - deverá
assumir a vaga. Com isso, o ex-deputado Joacy Dourado, também do PT, é
quem herdaria o lugar de Tadeu.
Capitão Tadeu garantiu que vai recorrer
às instâncias superiores – presidência do TSE e, por fim, o Superior
Tribunal Federal (STF) - para garantir a conservação do mandato, e faz
graves denúncias contra o TSE: “Houve fraude no processo. O TSE mandou a
Polícia Federal (PF) para investigar um documento falso que alterou o
resultado do julgamento. No inquérito os federais concluíram que houve
falsificação de documento, que adultera o resultado do julgamento”,
revela.
De acordo com Tadeu, a relatora do processo, ministra
Luciana Lóssio, foi assessora jurídica na campanha da presidente Dilma
Rousseff em 2010, e após a eleição da presidente foi promovida ao posto
de ministra do STE. Para ele, Lóssio ignorou o parecer que consta no
inquérito da PF que aponta um advogado da Bahia como o responsável pelo
documento falso e beneficiou o PT.
Bocão News
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