Justiça nega pedido de Aécio Neves para que sites de busca apaguem textos falsos contra ele

Justiça nega pedido de Aécio Neves para que sites de busca apaguem textos falsos contra ele
A Justiça de São Paulo negou um pedido apresentado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), que tentava eliminar de sites de buscas páginas que o relacionavam a assuntos, como desvio de verbas públicas dos cofres de Minas Gerais. Na ação contra o Google, Yahoo! e Bing, o político pediu segredo de Justiça, por alegar ser “vítima de crime virtual”. De acordo com a Justiça, os sites não têm obrigação de filtrar as pesquisas. O pré-candidato à presidente da República afirmou que foi divulgada na internet uma notícia caluniosa que distorce o objeto de uma ação movida pelo Ministério Público mineiro. Os advogados de Aécio alegaram que o MP apenas apurava a forma do repasse de verbas para à saúde e saneamento, enquanto o político era governador do estado, sem citar os supostos desvios. A ação do MP contra o ex-governador o acusava de improbidade administrativa e foi extinta após o procurador-geral de Justiça Carlos Bittencourt ter descartado a existência de lesão ao patrimônio. O pedido de Aécio afirma que mais de 23 mil, sites, blogs, páginas e redes sociais divulgaram texto com informações falsas do caso. O juiz Rodrigo Garcia Martinez, da 45ª Vara Cível de São Paulo, considerou que o papel dos provedores de pesquisa “se restringe à identificação de páginas na web onde determinado dado ou informação, ainda que ilícito, estão sendo livremente veiculados”. O senador recorreu, mas a decisão foi mantida pela desembargadora Mary Grün, da 7ª Câmara de Direito Privado. “Em que pese o agravante ter justificado interesse na suspensão das informações que lhe são desfavoráveis, não está caracterizada a obrigação das rés de promovê-las, pois as mesmas não as produziram, apenas oferecem um meio de divulgação”, afirmou a relatora. O pedido de segredo de Justiça no caso também foi negado.

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