
Um
menino de 11 anos foi encontrado em uma cela de um preso acusado de
estupro de vulnerável (ato contra menor de 14 anos) na Colônia Agrícola
Major César de Oliveira, no município de Altos, na região metropolitana
de Teresina. Ele estava sem camisa e escondido embaixo da cama.
Segundo
a Secretaria de Justiça do Piauí (Sejus), no fim da tarde de sábado
(30), após o período de visitas, os agentes penitenciários perceberam a
falta de um dos visitantes. Após buscas nas instalações da unidade
prisional, encontraram o menino no local em que está detido José Ribamar
Pereira Lima, preso desde outubro de 2015, acusado de estuprar uma
vítima menor de 14 anos.
A
criança entrou no local com os pais, que são amigos do preso. No
domingo (1°), quando foram buscar o filho, eles receberam ordem de
prisão e foram levados para a Central de Flagrantes de Teresina, onde
prestaram depoimento e foram liberados. Eles contaram que foram a pé
visitar o detento e não queriam submeter o menino a uma nova caminhada. A
criança teria pedido para ficar.
"Eles
são de situação vulnerável e foram a pé visitar esse amigo. Relataram
que é uma caminhada muito longa e estavam cansados. O adolescente disse
que ele mesmo pediu para ficar", comentou a conselheira tutelar Nazaré
Castelo Branco, responsável pelo caso.
"O
menino foi resgatado pelos agentes, que suspeitaram de ações dos
detentos e resolveram fazer uma verificação em um dos prédios da unidade
prisional. Segundo as informações que conseguimos colher, o preso
estava sem camisa, deitou com o adolescente e tocou em suas partes
íntimas. Tem que ser investigado se houve favorecimento financeiro para
que esse menino ficasse em poder desse preso", disse o vice-presidente
do Sindicato, Kleiton Holanda.
O
garoto, contudo, negou ter sofrido abuso. Ainda, segundo o Conselho
Tutelar, a criança foi submetida a um exame de corpo de delito no
Instituto de Medicina Legal (IML), o qual não constatou conjunção
carnal.
"É
uma situação gravíssima. Essas visitas deveriam ser cadastradas no
serviço social da unidade e deveriam ser feitas sob supervisão dos
agentes. Mas não é feita, porque o número de agentes penitenciários é
insuficiente", comentou o diretor jurídico do Sinpoljuspi, Vilobaldo
Carvalho. (Gazeta do Povo)




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