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| A briga começou depois que o PM publicou uma foto no grupo acusando o vizinho de ter cuspido em sua janela. |
O analista financeiro baiano Adilson Silva, de 36 anos, foi morto a
tiros na tarde desta quinta-feira (7) em Samambaia, no Distrito Federal,
após discutir em um grupo com moradores do condomínio no WhatsSapp. Ele
foi baleado no tórax e morreu no apartamento onde morava. O policial
militar reformado José Arimatéia Costa, apontado como autor dos
disparos, ainda não se apresentou à polícia. A briga começou depois que o
PM publicou uma foto no grupo acusando o vizinho de ter cuspido em sua
janela. "Ô sem noção, que mora no 1803-A quando escovar seus dentes, vê
se não cospe a meleca na casa dos outros, eu moro aqui no 1703-A e vir
essa sujeira que cospiram lá de cima [sic]", escreveu. Adilson Silva
respondeu negando ser o autor do cuspe e chamou o vizinho para resolver
pessoalmente. "Meu amigo, tu tá ficando maluco, falando merda. Primeiro,
olhe essa merda para depois falar. Me respeite, que educação eu tenho.
Não vou escovar porra de dente em varanda. Olha sua porra direito, não
fale merda que você não sabe", escreveu. Em seguida, ele enviou um
áudio. "Meu irmão, você tá a fim de resolver sua porra, você venha pra
cá e fale, tá bom? Não venha pra cá botar porra de grupo. Você não sabe o
que tá falando, não. [...] Cheira essa desgraça aí e veja se é uma
pasta de dente, rapaz! [...] Suba aqui pra gente conversar", completou.
Minutos depois, os vizinhos ouviram barulho dos tiros. O policial tinha
ido até o apartamento de Adilson, onde a briga prosseguiu, eles entraram
em luta corporal e, em seguida, fez os disparos. O caso está sendo
investigado pelo delegado Gutemberg Santos Moraes, titular da 26ª
Delegacia de Polícia (Samambaia). "O senhor José foi até a residência do
Adilson, a vítima, e passaram a discutir. Logo em seguida, entraram em
luta corporal, momento no qual o seu José de Arimatéia sacou uma arma de
fogo, e efetuou disparos contra a vítima", disse ao G1 DF. Segundo o G1
DF, dois moradores do prédio e a mulher da vítima, que presenciou o
homicídio, foram ouvidos na noite do crime. José de Arimatéia deve
responder por homicídio qualificado por motivo fútil.






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