A eficiência do simulador de direção para a formação de motoristas
divide opiniões de alunos onde o aparelho é obrigatório. Atualmente, 4
estados exigem que os futuros motoristas passem horas no aparelho
durante o processo de tirar a carteira de habilitação: Acre, Alagoas,
Paraíba e Rio Grande do Sul. Mas, a partir de 1º de janeiro do ano que
vem, o simulador será obrigatório em todo o Brasil. O G1
ouviu alunos de autoescolas nos estados que já adotam o treino virtual.
De acordo com o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), das 25 horas
de aulas práticas que compõem o processo para tirar a CNH na categoria B
(carros), um mínimo de 5 deverá ser cumprida no simulador. Esse treino
deve ocorrer antes das aulas no trânsito, que devem somar, no mínimo, 20
horas, sendo 4 noturnas. No Rio Grande do Sul, mais de 1,3 milhão de
aulas já foram aplicadas no equipamento. A comerciante Fernanda Minussi,
de 30 anos, que recebeu a primeira habilitação em março deste ano, viu
poucos benefícios no uso do simulador. "É igual a um fliperama, desses
que tem no shopping. A direção é dura, e muitas vezes não obedece o seu
comando. A máquina que usei, para engatar a primeira marcha, tinha que
tirar todo o pé da embreagem para depois acelerar", descreveu. "O único
proveito é aprender a colocar o cinto de segurança, arrumar os espelhos,
puxar o freio de mão, essas coisas. E sem contar que, se chegar 10
minutos atrasada para aula, a máquina trava e tem que pagar o valor de
outra aula e agendar outro dia."
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