O juiz federal Sergio Moro manteve nesta quinta-feira (6) a prisão do
ex-presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. Ele está
detido desde o dia 28 de julho em Curitiba, por causa das investigações
da 16ª fase da Operação Lava Jato. Na mesma decisão, Moro decretou a
prisão preventiva de Flávio David Barra, ex-executivo da Andrade
Gutierrez. Othon Luiz e Flávio David foram presos terça (28), durante a
Operação Radioatividade, 16ª fase da Operação Lava Jato. De acordo com o
juiz, a manutenção da prisão é necessária para evitar “concertação
fraudulenta de versões" entre os investigados e prevenir fraudes
documentais. De acordo com o MPF e a Polícia Federal, o presidente
licenciado da Eletronuclear recebeu cerca de R$ 4,5 milhões de propina
do consórcio vencedor das obras da usina Angra 3. Em depoimento prestado
no dia 30 de julho na Polícia Federal, Othon Luiz Pinheiro negou ter
recebido o dinheiro e afirmou que nunca exigiu ou recebeu vantagem
financeira e não recebeu orientação do governo federal e de partidos
para cobrar doações financeiras das empreiteiras. Na decisão, Sérgio
Moro também justificou que a prisão é necessária para esclarecer
afirmação do Ministério Público de que a filha de Othon, que é
representante da empresa Aratec, abriu uma conta secreta em Luxemburgo.
Segundo a Agência Brasil, Othon alegou que os pagamentos recebidos pela
Aratec, por meio da Eletronuclear referem-se a serviços de tradução
prestados por sua filha.
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