Mesmo após a divulgação do esquema de corrupção na
Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato, funcionários da estatal
mantiveram ativo o pagamento das propinas, afirmou o procurador Carlos
Fernando dos Santos Lima. “As investigações conseguiram realizar um
torniquete na sangria, mas não é um torniquete que salva a vida do
paciente. Nós precisamos de leis que contenham isso”, declarou em
conversa com jornalistas após a coletiva. Lima explicou que a 17ª fase
da ação, deflagrada nesta segunda-feira (3), envolve além das
empreiteiras já investigadas, empresas prestadoras de serviços
terceirizados que, por meio da diretoria de serviços, pagavam uma “prestação mensal” ao ex-ministro José Dirceu. Entre as investigadas está a JD Consultoria, companhia do ex-ministro. Para Lima, o esquema relacionado à Lava Jato pode ter começado antes de 2002,
mas passou a ter um “controle” maior dos pagamentos nos últimos anos.
“Houve uma sistematização a partir do governo do PT no pagamento das
propinas. A corrupção é um problema histórico. Mas ela foi sistematizada
e controlada, por incrível que pareça”, concluiu. O procurador contou,
ainda, que também há investigações paralelas sobre outros órgãos
públicos que tiveram contratos irregulares, como Ministério de Saúde e
Caixa Econômica. “Eu não diria que a corrupção está em um órgão
específico. Vamos ter que verificar fato a fato”, avaliou. Ele afirmou,
contudo, que não há investigação em curso sobre o BNDES.
Funcionários da Petrobras mantiveram esquema mesmo após escândalo, diz PF
terça-feira, 4 de agosto de 2015
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