O deputado federal Jorge Solla deu
entrada nesta quarta-feira (5) em dois requerimentos (nº1018/15 e
1019/15) de convocação para que deponham na CPI da Petrobras o
ex-executivos da Camargo Corrêa Saulo Thadeu Vasconcelos Catão, que
ocupou o cargo de diretor da empreiteira, e Pedro Brito, superintendente
de projetos de março de 1999 a dezembro de 2006 na Região Nordeste.
Um email interceptado pela Polícia
Federal no âmbito da Operação Lava-Jato enviado por Brito a Catão em
2001 dava detalhes de negociações de uma combinação de preços do cartel
de empreiteiras na obra da Barragem de Pindobaçu, na região de Jacobina,
norte da Bahia.
“O Saulo, e não deve ser obra do acaso,
já responde na Justiça porque também foi o engenheiro responsável pelo
metrô de Salvador, ontem também foi comprovada a formação de cartel e
pagamento de propina. Eles precisam ser ouvidos, porque já há elementos
suficientes de que o esquema operava há muito tempo e fora da Petrobras,
e em governos por exemplo do DEM, como era o da Bahia naquela época”,
destaca Solla.
O deputado destacou a importância de a
CPI, que vive a suspeição de sofrer influência política de réus da
Lava-Jato, tem a chance de demonstrar seu poder de isenção investigando o
caso. “São personagens, fatos e documentos que aparecem durante as
investigações, mas que curiosamente não despertam a atenção do juiz
Sérgio Moro. Esta CPI tem a oportunidade de avançar, de jogar luz onde a
Lava-Jato não anda e recuperar sua credibilidade. Se agora podemos
avançar no setor de energia, por que não investigar evidências que
aparecem na Lava-Jato de corrupção em governos estaduais?”, completou o
petista.
E-mail – Segundo
reportagem do jornal O GLOBO de julho de 2015, no e-mail interceptado
pela PF há o seguinte trecho: “Não entreguei a proposta devido ao
consenso das empresas que fazem parte do acordo, no qual todas o
cumpriram, de que nossa proposta só seria usada caso fossemos
competitivos com as possíveis furadoras do acordo, a decisão de não
entregar foi mais em função de manter a integridade do grupo para o
mercado futuro”, diz Brito.
O executivo Brito listou os valores e os
nomes das empreiteiras que participaram da licitação: Sultepa, Triunfo,
CNO (Odebrecht), A.G (Andrade Gutierrez), M.J. (Mendes Junior), QG
(Queiroz Galvão), OAS, DM e EIT. O mais preço mais baixo foi R$ 22,3
milhões, oferecido pela Sutelpa, e o mais alto, o da EIT, de R$ 29,5
milhões. Cinco delas (Odebrecht, Andrade Gutierrez, Mendes Junior,
Queiroz Galvão, OAS e EIT) estão sendo investigadas na Operação
Lava-Jato por formação de cartel.





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