A delegada Renata da Silva Rodrigues, da Polícia Federal, pediu nesta
segunda-feira (13) o 'original do bilhete' redigido pelo presidente da
Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, preso desde 19 de junho na etapa
Erga Omnes, da Operação Lava Jato. O pedido foi encaminhado à defesa de
Odebrecht. Em 24 de junho, a PF informou à Justiça ter interceptado um
bilhete manuscrito do empresário, que seria entregue a seus advogados. O
papel, segundo a PF, continha a expressão 'destruir e-mail sondas'.
O delegado Eduardo Mauat da Silva, que integra a força-tarefa da Lava
Jato, informou que os advogados de Odebrecht, Dora Cavalcanti e Rodrigo
Sanches Rios, estiveram em seu gabinete e "ponderaram que o verbo
'destruir' se referia a uma estratégia processual e não a supressão de
provas, destacando que o documento original teria sido levado a São
Paulo por outro advogado e que iriam apresentá-lo'. Segundo a PF, uma
das provas da Lava Jato que pode incriminar Marcelo Odebrecht é uma
troca de e-mails entre funcionários da empreiteira. A mensagem
eletrônica, de 2011, faz referência à colocação de sobrepreço de US$ 25
mil por dia em contrato de afretamento e operação de sondas. A delegada
federal Renata da Silva Rodrigues assinalou na petição para os
defensores do empreiteiro. "Conforme já relatado nos Termos de
Depoimento e devidamente retratado por meio de fotocópia, o bilhete
redigido por Marcelo e cujo teor era direcionado a seus defensores
veiculava em um de seus tópicos a frase "destruir e-mails sondas Vs RR",
o que sugere ordem/plano para destruição de provas no bojo de
investigação criminal, fato sob apuração no presente IPL. Após
fotocopiado, o bilhete original foi restituído no mesmo dia e até o
presente momento não foi apresentado em sede policial, muito embora
tenha existido solicitação verbal nesse sentido."
Assinar:
Postar comentários (Atom)





Comentários