A prisão de empreiteiros envolvidos no
esquema de corrupção da Petrobras já está afetando a dinâmica das
eleições municipais de 2016 no Rio. As empresas, que estão entre maiores
financiadores de campanhas eleitorais do Brasil, irão reduzir os
investimentos na divulgação de políticos no ano que vem e, temem
lideranças ouvidas pelo DIA, a falta de dinhero para o pagamento das
despesas com materiais de campanha, propaganda na televisão e
organização de carreatas. Há a suspeita, ainda, de que muitas empresas
não farão doações com medo de serem relacionadas aos desvios. Além
disso, diretórios municipais têm enfrentado problemas para fechar as
listas de candidatos a vereadores: a provável falta de verbas está
amedrontando quem quer iniciar carreira política.
Os partidos só
podem começar a arrecadar dinheiro para as campanhas no ano que vem. Até
lá, tentam sobreviver com o fundo partidário, dinheiro repassado para
as legendas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Neste ano, o repasse
supera os R$ 100 milhões, e é dividido entre os diretórios nacionais de
acordo com os tamanhos das bancadas federais. Depois, cada diretório
repassa quantia aos estados. O valor, segundo os dirigentes estaduais, é
pequeno demais.





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