O executivo da Toyo Setal Júlio Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, disse em depoimento à Justiça Federal do Paraná, na tarde de terça-feira (14), que entregou R$ 4 milhões para o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.
Segundo o delator, o pagamento foi feito
a pedido do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, que está
preso no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de
Curitiba. A informação foi confirmada pelo Bom dia Brasil.
O advogado de José Dirceu Roberto
Podival nega as acusações e disse estranhar que Júlio Camargo não tenha
tocado no assunto em depoimentos anteriores. Também foram ouvidos pela
Justiça na terça-feira Augusto Mendonça Neto, também da Toyo Setal, e o
ex-gerente de Serviços da estatal, Pedro Barusco.
Habeas corpus negado
No
dia 2 de julho, os advogados do ex-ministro José Dirceu entraram com um
pedido de habeas corpus preventivo, para evitar a prisão dele na
Operação Lava Jato. O pedido de habeas corpus foi feito após o
empresário Milton Pascowitch, preso durante a Lava Jato, dizer que o
ex-chefe da Casa Civil recebeu propina por contratos com a Petrobras.





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