DF: Homem morto depois de abordagem policial será enterrado após 2 anos

        Antônio foi espancado e torturado durante abordagem policial do DF

Familiares do auxiliar de serviços gerais Antônio de Araújo, que foi encontrado morto em 2013 após abordagem policial no Distrito Federal, decidiram enterrá-lo no próximo domingo (19). A cerimônia ocorre 2 anos e 2 meses após o sumiço. Irmãos decidiram manter a osssada no IML até o indiciamento dos suspeitos. No dia 1º de julho, a Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público contra dois policiais militares por tortura e morte do homem.

Irmão da vítima, Mauricio Araújo publicou dados sobre o enterro em uma rede social, que ocorrerá às 12h no cemitério de Planaltina. "Seus restos mortais serão sepultados com a dignidade que ele merecia", disse.
A vítima desapareceu em 27 de maio de 2013 após ser abordado por PMs da região dentro da chácara de um sargento da corporação, no Córrego do Atoleiro, no bairro Arapoanga. Os restos mortais de Araújo foram encontrados quase seis meses depois, em 21 de novembro, em uma área de cerrado do Setor Residencial Leste. Até então, o caso estava na Divisão de Repressão a Sequestros (DRS) e era tratado com “desaparecimento”. A partir daí, foi transferido para a Coordenação de Homicídios, mas sem avanços.
Passados dois anos desde a morte do auxiliar de serviços gerais, a família cobrava respostas. Com a troca de equipes na unidade especializada no início deste ano,  as investigações tomaram outros rumos e os dois policiais militares acabaram indiciados no fim de maio deste ano e denunciados pelo MP.

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