A Polícia
Federal (PF) cumpre a 11ª fase da operação da Lava Jato na manhã desta
sexta-feira (10) em seis estados brasileiros e no Distrito Federal. De
acordo com os policiais, serão cumpridos sete mandados de prisão, 16 de
busca e apreensão, nove de condução coercitiva, quando a pessoa é levada
para prestar depoimento. Os seis estados envolvidos nesta fase são
Paraná, Bahia, Ceará, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo. A ação foi
batizada de ‘Origem’. A PF confirmou que um dos presos é o ex-deputado
André Vargas. Ele foi preso em um condomínio residencial de alto padrão
em Londrina, no norte do Paraná. Também foram presos o ex-deputado
federal Luiz Argôlo (SD-BA), o irmão de André Vargas, Leoon Vargas,
Pedro Correia, que já cumpre prisão pelo mensalão do PT, Ivan Mernon da
Silva Torres, Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo e Ricardo
Hoffmann, que é diretor de uma agência de publicidade. Todos os presos
serão trazidos para a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba. A
Operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março e 2014 e investiga
um esquema milionário de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A
última fase da operação foi deflagrada no dia 16 de março deste ano e
cumpriu 18 mandados judiciais. No dia 27 de março, duas pessoas foram
presas em São e no Rio de Janeiro. No entanto, a ação não configurou
como uma nova etapa da operação.
A atual fase da
investigação foi feita a partir da remessa das apurações do Supremo
Tribunal Federal sobre fatos criminosos atribuídos a 3 grupos de
ex-agentes político. Os crimes investigados nesta fase, conforme a PF,
são: organização criminosa, quadrilha ou bando, corrupção ativa,
corrupção passiva, fraude em procedimento licitatório, lavagem de
dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência. A investigação
desta fase também abrange, além de fatos ocorridos no âmbito da
Petrobras, desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos
federais, segundo a PF. O processo da Lava Jato relacionado ao
ex-deputado André Vargas estava em Brasília, no Supremo Tribunal Federal
(STF), porém, retornou para a primeira instância, em Curitiba, depois
que Vargas teve o mandato cassado, em dezembro de 2014, por quebra de
decoro parlamentar. Desta forma, ele perdeu também o chamado foro
privilegiado. Vargas é investigado por ter usado um avião alugado pelo
doleiro Alberto Youssef. Segundo a Polícia Federal, o doleiro chefiou um
esquema de lavagem de dinheiro que movimentou R$ 10 bilhões. Vargas
também é suspeito de ter cometido tráfico de influência ao intermediar
um contrato entre o laboratório Labogen e o Ministério da Saúde.






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