quarta-feira, 18 de março de 2015

Em
pouco mais de dois meses do seu segundo mandato, o governo Dilma
Rousseff desabou e chegou a um nível de rejeição só semelhante ao de
Fernando Collor, nos seus estertores, quando o impeachment já se
encaminhava para expulsá-lo do poder. A presidente desabou para 62% de rejeição
e apenas obteve 13% de “ótimo e bom”, o que há três meses, já em
parafuso, chegara ao patamar de 23% (pesquisa Datafolha). Isto vale
dizer que, neste curto período, ela perdeu estonteantes 10 pontos
percentuais. O PT também desaba, perde a auréola que antes tinha, quando
reluzia a sua estrela vermelha, enquanto Lula, o inventor de Dilma,
prefere ficar dela distanciado, embora a rejeição também o atinja, do
mesmo modo como ao partido que fundou no início dos anos 80. Lula não
conseguiu ser candidato em lugar dela. Não devolveu o posto a quem lhe
colocou no cargo. Mesmo assim, a presidente conseguiu com uma pequena
margem fazer o segundo mandato. Como as dificuldades do País são
imensas, marcadas por uma crise econômica difícil de debelar, que tende a
dificultar a vida da população nas classes variadas do País,
principalmente a média e a média baixa, além, naturalmente da baixa.
Consequência da inflação que torna o Brasil um País caro, com
possibilidades de, ao invés de melhorar a vida dos necessitados,
piorá-la, retroagindo a miséria. Dilma é resultante de acontecimentos
que aconteceram lá no governo Lula, o mensalão e o início das
dificuldades da Petrobras através da corrupção mais descarada que se tem
notícia na República. A presidente, como já sabido, está praticamente
isolada no Palácio do Planalto. Não tem equipe ministerial competente
para estabelecer um diálogo elevado para mudar as circunstâncias através
do Congresso Nacional e, assim, passa a ser, como poucas vezes
aconteceu, refém do Poder Legislativo. A empáfia que antes estava
presente na presidente Dilma caiu por terra. Ela, na verdade, jamais
conseguiu ser popular, ao contrário de Lula. O seu grande programa, o
PAC, dele já não se fala, enquanto os programas tipo “Minha Casa Minha
Vida” estão envolvidos em dificuldades com empreiteiras, com obras
atrasadas, invasões dos imóveis inacabados, e outras dificuldades mais
que cercam o seu governo, cujos reflexos também serão sentidos em todos
os estados federativos, sem exceção. A reeleição de um presidente
acontece pela terceira vez. Caberá a ela enterrá-la por não ter dado
certo, a partir da esperada reforma política. Espanta é que, antes de
fechar três meses do seu segundo mandato, a presidente desabe e passe a
ser rejeitada até pelos que nela votaram, porque chegar ao nível
“péssimo e ruim” da forma como acontece denota que os seus eleitores de
outubro passaram a se arrepender do voto que colocaram nas urnas.
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