

Um dos destaques do card principal do UFC Rio 6 neste sábado (21), a
baiana Amanda Nunes enfrenta a norte-americana Shayna Baszler em um
confronto que pode recolocar a atleta na briga pelo cinturão dos
pesos-galo da federação internacional. As lutas estão na vida de Amanda
desde muito cedo. Aos 7 anos, a soteropolitana iniciou com o Karatê e
depois passou para o boxe e o jiu-jitsu, onde se firmou no mundo das
competições com a conquista da medalha de ouro no pan-americano e no
mundial da categoria. Desde então, a lutadora entrou no MMA aos 19 anos
e após passagens pelo Prime, Strikeforce e Invicta, chegou ao UFC.
"Amanda é uma atleta de alto nível, tanto por cima como por baixo. Ela é
muito ágil e boa na trocação", afirmou em entrevista ao Bahia Notícias o
treinador Gilmar Mota, que mesmo distante da atleta (Amanda mora e atua
nos Estados Unidos) garante que a distância não atrapalha a preparação
da atleta. "Ela teve que sair daqui porque é muito complicado. Por
Amanda estar nos Estados Unidos, nos comunicamos por telefone, WhatsApp.
Se ela ficar aqui, acaba a carreira dela. Em Salvador não tem condição
nenhuma da atleta praticar, mas quando ela está no Brasil, treina
comigo", reiterou. Pelo UFC, a “Leoa” tem duas vitórias por nocaute
técnico contra a brasileira Sheila Galf e norte-americana Germaine de
Randaime. Entretanto, em seu terceiro confronto, a lutadora acabou sendo
derrotada pela norte-americana Cat Zingano, o que acabou distanciando
Amanda da luta pelo título da categoria. “Pela minha última luta, tive
uma derrota pela minha adrenalina, que é o que me acompanha desde o
inicio da carreira. Mas vendo me preparando, com todo um trabalho de
controle emocional para conseguir um nocaute ou a finalização”, afirmou
em entrevista às vésperas do confronto.




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