Gérson Almada citou ‘Paulo
Pereira’; para investigadores referência pode ser a Paulo Ferreira,
antecessor de João Vaccari na tesouraria do partido
O empreiteiro Gérson de Mello Almada, preso desde novembro pela Operação Juízo Final, sétima fase da Lava Jato, revelou um novo nome do PT no esquema de propinas em forma de doações eleitorais a partir do esquema de corrupção montado na Petrobrás. Em depoimento à Justiça Federal no Paraná, base da Lava Jato, Almada – vice presidente da Engevix Engenharia -, disse que ‘ajustava as doações’ com João Vaccari Neto, tesoureiro do partido. “E antes com Paulo Pereira”, declarou.
Paulo Ferreira. Foto: TSE
Muito próximo do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), Paulo Ferreira havia substituído, em 2005, Delúbio Soares, que deixou o posto em meio ao escândalo do Mensalão – na ação penal 470, Delúbio foi condenado a uma pena de 8 anos e 11 meses de prisão por quadrilha e corrupção ativa.
Gérson Almada afirmou que Dirceu fez ‘lobby internacional’ para a engevix. Foto: Carol Carquejeiro/Valor
Duque foi preso nesta segunda feira, 16, pela Operação ‘Que País é esse?’, décima fase da Lava Jato.
“Como ele (Pascowitch)tinha um relacionamento com o PT e na diretoria de Serviços, também ele trazia pedidos não vinculados a obras, né, mas vinculados a doações para o partido nas épocas das eleições ou em dificuldades de caixa do partido. Então, nós fizemos, teve um ano que eu doei que não era um ano eleitoral, foram feitas duas doações para o PT”, declarou o empreiteiro .
O juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, perguntou: “E essa doação ela era ajustada com alguém especificamente ou só com o Milton Pascowitch? No âmbito do partido, o senhor ajustava essas doações com alguém?”
Gérson Almada: “Sim.”
Sérgio Moro: “Com quem?”
Gérson Almada: “João Vaccari. E antes com o Paulo Pereira.”
A reportagem não localizou Paulo Ferreira.
A direção do PT refuta com veemência recebimento de propinas. O PT assinala que todas as doações que recebe são declaradas à Justiça eleitoral.
Por seu advogado, o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, repudia as suspeitas lançadas sobre sua conduta. D’Urso ressalta que as delações que citam o nome de Vaccari “não correspondem à verdade”. O advogado argumenta que em 2010 “Vaccari não era tesoureiro do PT”.
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