Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
O
episódio da demissão do ex-ministro da Educação Cid Gomes (Pros) pode
ter sido benéfico o político cearense. Após sua saída, quando atacou a
base governista da presidente Dilma, afirmando que "partidos de situação
têm o dever de ser situação ou então larguem o osso, saiam do governo",
Cid ganhou respaldo por sua atitude nas redes sociais, sendo
classificado como "herói" e "corajoso". Com isso, segundo o colunista do
Uol, Fernando Rodrigues, seu nome ganha força para ser uma 'terceira
via' na corrida presidencial de 2018, dominada pela polaridade entre os
partidos do PT e PSDB. Irmão de Ciro Gomes, duas vezes candidato ao
Palácio do Planalto (1998 e 2002), Cid cresce pelos seguintes motivos:
a) O PT está desgastado com o governo de Dilma Rousseff se segurando
pelas tabelas até 2018; b) o PSDB está em constante crise de
personalidade e não consegue de fato incorporar o desejo de mudança que
existe na sociedade; c) finalmente teria chegado a hora de haver uma
terceira via. Além disso, Marina Silva (PSB), que tenta ocupar o espaço
da terceira via, não ocuparia todos os requisitos para ocupar o Palácio
do Planalto – entre outras razões por nunca ter sido eleita para exercer
função executiva. Segundo Rodrigues, a estratégia de Cid será baseada
em críticas fortes ao sistema político, como as que foram feitas
recentemente no Congresso, dizendo que ali há "de 300 a 400
achacadores".





Comentários